sábado, 26 de agosto de 2023

As Lendas E Histórias Em Torno Da Família Sinclair

 

Parece coisa de livro do Dan Brown, ou de adepto da teoria da "Nova Ordem Mundial", mas é irresistível falar da família Sinclair, um ramo dos reis merovíngios, e, portanto, descendente, supostamente, de Maria Madalena e de Jesus Cristo, como teorizado no livro "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada". 
Os Sinclair são oriundos da Escócia, e na sua gênese se chamavam Saint-Clair. Inclusive, nesse período, suas propriedades ao sul de Edimburgo incluíam a cidade de Roslin, que tornou-se Rosslyn quando aplicado ao castelo e à capela que foi construída pelos Saint-Clair, por volta de 1450.
As variações do nome da família através da história (que incluem também o nome Sinkler) aparecem em diversos locais e épocas com destaque, inclusive nos Estados Unidos e no Canadá.
No livro “Introdução à Nova Ordem Mundial”, Alexandre Costa lista os Sinclair como parte integrante de um grupo de famílias que buscam a dominação mundial para instaurar uma "Nova Ordem". Para ele, no controle das cordas da "Nova Ordem Mundial", segundo alguns historiadores, estão famílias como Rockefeller, Rothschild, Astor, Kennedy, Bush, Onassis, Trump, Windsor, Sinclair, entre outras.


De acordo com a lenda, a família Sinclair da França, que podia traçar suas origens até os vikings, apoiou William, o Conquistador, o normando que invadiu a Inglaterra em 1066, e anos antes William Sinclair tenha ajudado Malcolm III a recuperar o trono escocês.
O primeiro herdeiro de Rosslyn foi Sir Henri Sinclair, que acompanhou Godofredo de Bulhão na "Primeira Cruzada" em 1096, e esteve presente na queda de Jerusalém. O mesmo Henri Sinclair que estava na fundação dos Cavaleiros Templários em 1118, fazendo com que a família esteja atrelada à ordem desde então.
William Sinclair ainda estava junto a Robert Bruce contra os ingleses em Bannockburn, em 1314, numa das maiores vitórias escocesas de todos os tempos, com soldados à pé combatendo milhares de cavaleiros ingleses montados em uma proporção de três pra um.


Conta-se, que durante a batalha cerca de quinhentos templários lutaram contra os ingleses e garantiram a vitória, no dia 24 de junho, solstício de verão. Antes da batalha, os escoceses se ajoelharam para rezar diante do Relicário de Monymust, que supostamente continha os ossos de um santo. É interessante lembrar que 24 de junho é um dia importante para os pagãos, mas também para os cristãos, pois é o aniversário de João Batista.
O Relicário estava adornado com rica simbologia que incluía círculos e retângulos inacabados, e parecia uma miniatura da "Arca da Aliança". Em 1330, Sir William Sinclair, guerreiro e leal cavaleiro escocês, fazia parte da pequena armada que tirou o coração de "Robert Bruce" para levá-lo na cruzada, cumprindo a promessa de enterrá-lo na "Igreja do Santo Sepulcro", em Jerusalém.
Porém, eles não chegaram a Jerusalém, pois escolheram parar na Espanha para lutar contra os mouros e lá foram vencidos e mortos. Após os "Templários" terem sido desmantelados em 1307, num ataque coordenado entre Igreja e Filipe, o Belo, rei da França, a família Sinclair aparece fortemente entrelaçada à Maçonaria de forma destacada, pelos séculos seguintes.


Nascido em 1345, Henry Sinclair se tornaria conhecido como príncipe Henry por se casar dentro da linhagem real da Suécia e da Noruega, aos 24 anos, quando era senhor de Rosslyn, quando ainda foi nomeado conde de Orkney e senhor de Shetland pelo rei Olaf VI da Noruega.
O príncipe Henry estava nas ilhas Faroe, por volta de 1396, quando ouviu falar de um naufrágio. Ele chegou a tempo de salvar e ajudar o comandante, um veneziano viajante e cartógrafo, "Nicolo Zeno", irmão de famoso almirante "Carlo Zeno, O Leão".
Com a ajuda de Nicolo, em 1398, um século antes de "Cristovão Colombo", o príncipe Henry rumou a uma viagem com uma esquadra de doze navios, com mais de duzentos soldados (supostamente templários), rumo a Groenlândia, Nova Scotia e a Nova Inglaterra. A inclusão de monges cistercienses,  conhecidos por suas habilidades em cultivar fazendas, mostrava que intenção era claramente de colonizar.
Mais tarde, um neto de Zeno faz uma narrativa da viagem que inclui um mapa que parece mostrar as cidades de outros pontos identificáveis em Nova Scotia e a Terra Nova, e podem ter alcançado assentamentos iniciados décadas antes por náufragos europeus. De acordo com a lenda, o príncipe Henry e seu suposto grupo conseguiram viajar até o rio Merrimack, em Massachusetts, onde um dos cavaleiros templários morreu, "Sir James Gunn".


Outra lenda que giram em torno dessa expedição à oeste, é a evidência de que um tesouro foi cuidadosamente enterrado em uma arapuca do tipo "poço de dinheiro", na ilha de Oak. Supostamente, enterrada bem fundo dentro do poço havia uma pedra , inscrita em um código maçônico, sobre riquezas  que estavam enterradas mais profundamente. O poço foi projetado para se encher com a água do mar através de um túnel.
A lenda de Henry Sinclair explicaria o que aconteceu com o tesouro templário: Eles teriam escapado do sul da França em 1307, e rumaram para a Escócia, onde havia um rei excomungado pela Igreja Católica. O tesouro seguiu mais tarde com o príncipe Sinclair para a ilha de Oak, e depois para algum lugar das colônias americanas.


Em 1998, o verdadeiro descendente da família Sinclair, Alisdar Rossylin Sinclair, viajou para Jerusalém de Amsterdã, onde vivia como luthier. Quando tentou deixar Israel, os oficiais do aeroporto encontraram quase cinco mil marcos alemães em um fundo falso de sua jaqueta. Ele foi detido, e segundo relatos, foi encontrado estrangulado com os cadarços dos próprios sapatos na prisão do aeroporto.
A primeira autópsia foi realizada em Jerusalém, mas quando a segunda foi realizada um mês depois na Escócia, faltava o seu coração, que as autoridades israelenses disseram ter sido removidos para testes toxicológicos. Os teóricos das conspirações logo associaram o evento a uma possível vinda do Fim dos Dias, havendo forças abomináveis contra os templários que nunca perderam as esperanças de voltar a ter poder em Jerusalém.

A Capela De Rosslyn

Infere-se que este local seja o berço da maçonaria. O nome oficial da "Capela de Rosslyn" é Igreja Colonial de São Mateus, situada em Rosslyn, perto de Edimburgo, na Escócia e tem uma carga extraordinária de simbolismo e misticismo (dos templários aos maçons), ornada por símbolos cristãos, judaicos, e islâmicos.
Construída em 1486 para o príncipe de Orcada, "Sir William Saint-Clair", sua arquitetura remetem à Terra Santa, com colunas semelhantes às do Templo de Heródes. Ali dentro as tradicionais colunas maçônicas do mestre e do aprendiz. Inclusive existia a lenda de que o Cálice Sagrado estava dentro da coluna do aprendiz. Mas essa lenda já foi refutada pela tecnologia moderna.
Outra lenda ligada à Capela Rosslyn é sobre uma estátua de anjo. Existe ali dentro uma estátua de um anjo pendurado numa corda e seguro apenas pelo pé, e que cujo olhar parece perseguir os presentes. A lenda diz que a morte de um descendente de Saint-Clair é capaz de acender uma estranha luz em seu interior.

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Sinal Dos Tempos - Zeitgeist (2011)

"Zeitgeist: Moving Forward" foi lançado em mais de 60 países e legendado em mais de 20 idiomas no dia 15 de Janeiro de 2011. Foi considerado o maior filme independente sem fins lucrativos já lançado na história.

SINOPSE:
Zeitgeist: Moving Forward, do diretor Peter Joseph, dá continuidade a um longo trabalho documental que se propõe a apresentar um caminho para a necessária transição do atual paradigma socioeconômico monetário que rege a sociedade no mundo inteiro. Este tema transcenderá questões de relativismo cultural e ideologias tradicionais e passará a estabelecer, como objetivo central, o redesenho de uma empírica vida na Terra em nome da sobrevivência humana e social. Ao invés de continuar desafiando as imutáveis leis naturais, o objetivo é criar um novo paradigma de sustentabilidade social denominado "Economia Baseada em Recursos".

O filme conta com especialistas nas áreas da saúde pública, antropologia, neurobiologia, economia, energia, tecnologia, ciências sociais e outros temas relevantes que dizem respeito às áreas socioculturais. Os três temas centrais do documentário são: Comportamento Humano, Economia Monetária e Ciências Aplicadas. Juntando estes temas, o documentário cria um modelo de compreensão do atual paradigma social; o porquê de ser fundamental sair dele — junto com uma abordagem social nova e radical, porém prática, baseada em conhecimentos avançados que resolveriam os atuais problemas sociais enfrentados pelo mundo contemporâneo.

Uma das características únicas deste trabalho, cujo estilo o destaca da maioria dos documentários, é que ele tem uma temática cinematográfica dramática, com atores notáveis que, de forma abstrata, representam as diversas atitudes relacionadas à mensagem geral do filme. O filme também usa vigorosamente vários recursos visuais e de animação em 2D e 3D, e volta a adotar como base o padrão tradicional de documentário.



quinta-feira, 15 de junho de 2023

LULA NÃO FOI ELEITO PELO POVO, ELE FOI COLOCADO NO PODER PELO TSE

Quinta-Feira, data estelar 15 de Junho, do ano 2023, indo aonde nenhuma Adriana jamais Esteves... Hoje quero deixar registrado em nosso Blog alguns fatos importantes para o "Despertar Da Humanidade", todos já estão carecas de saber que houve "Fraudes Nas Eleições" e que Lula não venceu por números de votos, ele foi colocado no poder pelo TSE e STF. Mas o mais importante nessa tramoia toda não é o fato do "Presunto" ter assumido o poder, mas sim chamar a atenção do "Povo Despertado" do sono profundo da Matrix, para as coisas que veem acontecendo não só no Brasil mas em muitos países. Se você ainda acredita que o seu voto realmente têm algum valor para o sistema político, trate de tomar consciência de uma coisa muito importante, seu voto não vale um pedaço de papel higiênico usado!

Nota: O Sistema vem te enganando a muito, muito tempo, no Brasil não existe Democracia, e o Sistema Eleitoral não passa de uma fraude, as Urnas Eletrônicas são controladas para elegerem quem "Eles" querem e fazem parte do "Esquema", de implantação do "Novo Sistema".  

O auditor Antonio D’agostino concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido numa quarta-feira, 21/07/2021. Durante a conversa, o ex-candidato a vereador de Guarulhos (SP) falou sobre as Urnas Eletrônicas de primeira geração, atualmente utilizadas nas eleições brasileiras. De acordo com D’agostino, as Urnas Eletrônicas podem ser hackeadas. “São fraudáveis, sim. Pode haver roubo nas eleições”, afirmou. “Estudo o assunto há 22 anos. Fiz incursões no Tribunal Superior Eleitoral e assinei várias Urnas Eletrônicas, de três eleições diferentes. Tenho larga experiência no assunto.”.

O auditor alega que as eleições municipais de Guarulhos em 2004 foram fraudadas. “Para comprovar, iniciei uma auditoria e apresentei ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Justiça Eleitoral”, explicou. “Houve Fraude nas Eleições e continuará havendo. Medidas para reestruturar todo o sistema de votação precisam ser tomadas.” Segundo D’agostino, as Urnas Eletrônicas de primeira geração não garantem o sigilo do voto. “Não é possível auditar os votos, tampouco manter o sigilo”, asseverou. “Não é possível averiguar isso por meios comuns, apenas pessoas que conhecem profundamente os métodos de auditoria conseguirão chegar a algum resultado.”.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (9) aponta a aprovação e rejeição do presidente Lula (PT) entre as dez maiores capitais brasileiras que vão realizar eleições municipais no ano que vem. Brasília, o terceiro maior município brasileiro, não possui governo municipal. Em Fortaleza (CE), Lula tem seu recorde de aprovação nas maiores capitais: 68,9%. Apenas 27% dos eleitores da capital cearense rejeitam a administração petista. Salvador (BA) e Recife (PE) fecham o ‘pódio’ das capitais que mais aprovam o governo Lula III.

Em Curitiba (PR), o resultado é o contrário. A maioria (53,2%) dos eleitores curitibanos rejeita o governo Lula, enquanto apenas 42,7% aprovam a gestão. Em Manaus (AM), 49,3% dos eleitores desaprovam a atual gestão federal, contra 44,6% de aprovação. Em grandes cidades como Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), a aprovação e desaprovação estão mais equilibradas. Levando em consideração as margens de erro dos levantamentos, o quadro pode até se inverter.

Em comparativo divulgado esta semana, José Sarto (PDT), prefeito de Fortaleza, município onde Lula tem sua melhor avaliação, apresentou um dos piores resultados entre os líderes das dez maiores capitais brasileiras. Sarto tem 50,9% de rejeição, seguno o último Paraná Pesquisas, em abril. Já o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), tem a maior aprovação da gestão administrativa entre os prefeitos das capitais.  De acordo com o último levantamento, 68% dos entrevistados aprovam a administração de Reis, e só 26,1% desaprovam. Resultado maior até que o de Lula no município. Rafael Greca (PSD), prefeito de Curitiba, tem aprovação de 65,2%, mais de 20 pontos percentuais à frente do presidente da República. Ele tem a quarta melhor gestão municipal, segundo o comparativo Paraná Pesquisas.

Nota: Esses dados de aprovações e desaprovações estão relacionados com o "Nível De Informação" de parcelas do povo brasileiro, muitos que aprovam o governo do Presunto, não fazem ideia do que realmente está acontecendo no Brasil e no Mundo!


Monarquia Constitucional é uma forma de Governo moderna e eficaz, o nosso objetivo é publicar artigos e notícias com a finalidade de tirar dúvidas acerca do tema, mostrar caminhos e soluções para os diversos problemas enfrentados pela Nação, propor ideias para reforma política, conseguir adeptos a causa, desmitificar e recuperar a história deturpada ao longo dos anos. Convidamos todos a conhecer um novo caminho para o país. A moda com certeza é corrupção, sem mais, tudo que não é isso é morto e ultrapassado, viva a República. É proibido estudar Monarquia, é proibido se posicionar em algo contrário a toda essa bagunça chamada república, o ninho dos ratos modernos, isso é que tem que ser levado em conta. Pessoas assim são o freio de um pais melhor. Um dia o Reino do Canadá, ou da Noruega ou Holanda será tão moderno quanto a República democrática do Congo, e se pudermos sonhar mais um pouco, conseguiremos chegar aos pés da república Cubana.


Fico muito feliz de ver surgir o debate dos brasileiros monarquistas aqui neste ambiente. Precisamos desmistificar toda a trajetória de ilusão, mediocridade e demagogia que a Máfia Republicana implantou no Brasil desde 1889. Sim, em relação ao texto, acredito que a História serve justamente para isso: aprendizagem. Em breve também trarei alguns temas a esse ambiente. Sou monarquista do Ceará e juntos lutaremos até o fim da vida em prol da Causa do Século e da morte da Máfia Republicana Tupiniquim. O melhor sistema apresentado é o distrital simples, mas claro que os caciques políticos lutarão contra ele, pois tira o seu poder. Os partidos políticos no Brasil se tornaram organizações criminosas, que lutam por interesse próprio... Essa democracia de coalizão é um sistema falido... O chefe do executivo, para governar, precisa agradar a gregos e troianos, se vender literalmente aos ladrões que o povo coloca no parlamento.

Nota: Jair Messias Bolsonaro tentou passar para o povo "desperto", através da perseguição que ele seguiu com a "Mídia Podre" e também com a perseguição do TSE e a Corja De Ladrões, Corruptos que compõem os três poderes, Executivo Legislativo e Judiciário no Brasil, e o verdadeiro objetivo desses três poderes para com o país!

sexta-feira, 31 de março de 2023

CUIDADO... VOCÊ PODE ESTAR ADORANDO UM DEUS PAGÃO OU UM DEMÔNIO

Antes de começar quero lhe deixar um conselho: "Encontre O Seu Deus Interior", busque-O em ti! E pare de ficar consultando e dando ouvidos à demônios que se dizem "espíritos de luz"... Banido do paraíso, o ser humano procura a Deus, pois "não está longe de cada um de nós". Tal busca é o paganismo, que contém ou pelo menos pode conter um conhecimento positivo de Deus, algo revelado a seu respeito. A sede de um encontro com Deus no paganismo arde ainda mais fortemente do que na religião revelada; a busca é mais ardente, mais frenética, mais agonizante. Não é por nada que a névoa de tristeza, desespero e falta de recompensa se situa acima do "Olimpo Límpido", e assim o paganismo cede facilmente ao frenesi orgiástico. O aparente "imanentismo" ou "panteísmo", divinização das forças da natureza, dos animais e do ser humano, não deve enganar aqui, ao instilar a noção de algum tipo de contentamento e equilíbrio do mundo. A religião revelada não podia conhecer tal horror do abandono do Deus como o paganismo experimentou em contorções convulsivas, exatamente nos momentos de suas ascensões religiosas. O esforço da humanidade para romper até Deus foi mais intenso aqui e, acima de tudo, mais desesperado do que no "judaísmo  - islamismo -cristianismo" onde a "Escada De Jacob" foi erguida. Não é por acaso que foi revelado na plenitude dos tempos que os pagãos se mostraram mais prontos a receber o "Cristo" do que os judeus, porque eles tinham sede e esperavam-no mais intensamente: O filho pródigo tinha ficado nostálgico e abatido há muito tempo. 

O paganismo em sua essência mais profunda é acima de tudo essa melancolia do banimento, um grito para o céu: Ah, venha! Por isso, a concentração trágica e a maior seriedade são próprias dele. Nenhuma das religiões sérias pode se contentar com a idolatria, isto é, com aplicação de poderes divinos e da natureza em ídolos. Em todos esses objetos de adoração, o pagão só vê ícones vivos da Divindade; para ele o mundo inteiro é preenchido pelo poder divino: Panta plērē theōn. E os próprios deuses eram como raios separados e estilhaçados, multidões de hipóstases da Divindade transcendente. Em geral, o politeísmo no paganismo não é evidência da falta de um desejo de ser elevado até a Divindade que permanece transcendente, mas sim da impotência para fazer isso, e é um símbolo da transcendência e da inexpressibilidade da Divindade. Como resultado de sua falta de face, uma multiplicidade involuntária de faces é obtida. O politeísmo puro é meramente a degeneração do paganismo, e até certo ponto sua perversão. Dito de maneira diferente, tanto na autoconsciência religiosa do paganismo quanto na sua piedade, o "NÃO" da teologia negativa é vitalmente sentido, constituindo lhe o fundo religioso geral e lhe dando um aroma, profundidade e sublimidade definidos.


 Se é impossível considerar o paganismo ao longo de toda sua existência como uma mentira desvelada e demonolatria, então como se deve definir suas verdades, ou a natureza de suas revelações originais? Pode-se dizer esquematicamente que no paganismo o transcendente é revelado apenas no - e através do - imanente (theocosmismo), enquanto que na "Revelação" o transcendente desce ao humano: No primeiro caso, uma brecha através da espessa crosta da natureza; no segundo, a descida da Divindade, o seu encontro com a humanidade. No paganismo, a humanidade é deixada ao seus próprios poderes, há uma busca por Deus por meio da "contemplação da criação," o invisível através do visível. Mesmo a queda só pôde escurecer, mas não paralisar a revelação de Deus no mundo. A humanidade, possuindo realmente a imagem de Deus, tem, assim, em si mesma, um órgão de cognição divina em sua profunda auto cognição: Por isso gnōthi seauton [conhecer a si mesmo] também significa gnōthi theon [conhecer deus]. E toda a natureza tem a mesma imagem, na medida em que é humanidade; toda a criação em sua sofianicidade está repleta de revelações da Divindade. Estas luzes sofianicas,  juntamente com a imagem de Deus no ser humano, compreendem a base objetiva do conhecimento pagão de Deus.

 Esforçando-se em direção à "Luz da Divindade" que percorre o "Universo", o pagão quer romper além dos limites do mundo, para realizar um transcensus religioso. Devido a deste esforço, uma vida religiosa ramificada e intensa é desenvolvida, o dogma é fixado, o culto surge e todas as suas características substanciais: Tempos e lugares sagrados, imagens, cultos divinos, rituais, sacrifícios e mistérios. A sede por mistério, pelo encontro com a Divindade, por uma união, que é evidenciada pela seriedade e intensidade das buscas religiosas, naturalmente, é bastante apropriada também para as religiões pagãs. Não há qualquer dúvida de que esses mistérios não permaneceram somente em um simbolismo exterior, mas havia uma certa ação mística, experimentada religiosamente, fora deste pressuposto toda a história da religião se transforma num absurdo ou paradoxo. A "iniciação" nos mistérios, de acordo com as poucas evidências que chegaram até nós, era acompanhada por tais experiências que separavam os humanos de seu passado com um novo limite, o significado dessas experiências e o terror sagrado inspirado por elas é atestada pela severa disciplina do "arcani" que as envolviam com um sigilo impenetrável.


Mas no que eles participavam e no que eram iniciados nos mistérios? Que tipo de "graça" era comunicada aos iniciados? É muito mais fácil para dar resposta negativa do que uma positiva: Não era, é claro, uma verdadeira participação do "Corpo e Sangue de Cristo" para a remissão dos pecados, pois esta participação absoluta não existe fora da "Igreja de Cristo", da encarnação divina e do "Gólgota". No entanto, os participantes nos mistérios recebiam alguma coisa, uma espécie de graça natural, mas é difícil expressar o que seria em categorias do pensamento religioso Cristão, e não estamos estabelecendo esta tarefa para nós mesmos. Mas acreditamos que a graça de Deus é multiforme; "Deus não dá o Espírito por medida.". A partir do fato indiscutível de que os mistérios pagãos tinham um caráter natural, ainda é impossível concluir que eles eram apenas um excesso orgástico natural. Se se admite que uma certa objetividade do conhecimento de Deus era inerente ao paganismo, em seguida, deve-se reconhecer isto com toda seriedade e até o fim, isto é, acima de tudo quando aplicado precisamente ao culto religioso, o culto divino, os sacrifícios e os mistérios. Mas, obviamente, a sua eficácia permanecia limitada de forma fatídica; não fornecia o renascimento, apenas prometia. A divindade permanecia transcendente de qualquer maneira, e a graça operava como se do exterior (semelhante à forma como ela operou na jumenta de Balaão). Graças a um entusiasmo forçado, como um roubo de graça, a possessão mística e seus excessos, a condição de intoxicação religiosa a qual aspiravam por vários meios surgiu tão facilmente no paganismo. Por esta razão a "sobriedade" Cristã não é, em geral, característica do paganismo, mesmo uma simples sobriedade religiosa que pode, naturalmente, ser combinada com uma elevada inspiração religiosa.


Esse psicologismo religioso condena as religiões pagãs à degeneração através da imersão no naturalismo e no excesso orgiástico. Um pagão místico sensível compreende, a partir do coro polifônico dos espíritos naturais, dos batimentos do coração do mundo, o esforço da criatura para exceder seu estado dado, para sair de si e ser infectada com esse frenesi, o êxtase da natureza. Ele nem sempre resistiu essa pressão mística: Ao se render ao excesso natural orgiástico, caiu sob o feitiço dos espíritos da natureza. Enfeitiçado por eles, perdeu a capacidade de distinguir o êxtase natural do religioso, excesso orgiástico da inspiração, e então se tornou "pagão" no mau sentido da palavra. O paganismo em certa medida é este tipo de possessão, e o apóstolo Paulo advertiu os coríntios contra esta "escravidão aos elementos vazios e vãos do mundo". Há um grande abismo entre o êxtase cristão (como é descrito pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 14) e o excesso orgiástico pagão. Mas, ao mesmo tempo, é necessário enfatizar que na fenomenologia do culto religioso, no ritual do culto divino, nos sacrifícios, na oferta de incenso, nas vestimentas sagradas, na veneração de santos e heróis, nos lugares sagrados e imagens, em geral tudo o que toca a organização da vida religiosa, o paganismo não está tão longe do cristianismo como se gosta de pensar. Entre algumas pessoas (sobretudo entre os representantes contemporâneos da escola "religioso-histórica" no protestantismo), este quadro é feito de forma muito externa e tendenciosa, e por outros é tendenciosamente dissimulado; um estudo religioso comparado de cultos é uma das tarefas que persistentemente emerge de uma compreensão correta da natureza do processo religioso no paganismo.

Em vista da dualidade trágica que condenou o paganismo à ambiguidade e à degeneração, é compreensível por que tornou-se vítima da possessão demoníaca: O excesso orgiástico é substituído pelo delírio e os "espíritos elementais" são transformados em demônios. Isso se dá em conjunto com a visão religiosa que chega ao mundo com a encarnação do "Verbo Ser". "Grande Pan" morreu, mas simultaneamente um novo, transfigurado Pan nasceu. O antigo naturalismo torna-se impossível, e o paganismo moribundo assume traços cada vez mais sinistros. Os deuses pagãos após Cristo já são demônios para aqueles que passaram a crer Nele; os prefiguramentos e os avisos anteriores perderam seu antigo significado após o cumprimento. Mas os próprios pagãos permanecem até certo ponto inocentes do pecado básico do paganismo, que pesava sobre eles como uma maldição do repúdio divino e o peso da expulsão do paraíso. A piedade pagã, embora conheça Deus no mundo, não é capaz de compreender plenamente as imagens e as figuras através das quais Ele é visto. Enfraquece-se sob o peso do naturalismo, é ensurdecido pelas vozes do mundo, um joguete de seus elementos. Também se enfraquece em seu politeísmo, sendo condenado a criar sempre novos e mais novos deuses, máscaras do "Deus Desconhecido". O tema do panteão, que ressoa mais claro no declínio do paganismo, no esforço para recolher ali todos os deuses venerados e não omitir nenhum deus (e é por isso que uma reserva, um altar para o theōi agnōstōi - para o deus ainda desconhecido - era construído), claramente testemunha a perda de fé em deuses separados, e a impossibilidade de sentir-se à vontade no politeísmo, que se transforma em uma má pluralidade ou num mau infinito. Desta forma, toda a grosseira do antropomorfismo que lhe é próprio é desnudado, e assim extrai mais forças numa atmosfera de superstição e decadência. Mas em sua base encontra-se uma ideia profunda; ali está contido a revelação da hipostesidade da Divindade, o panteísmo sem rosto é superado.  

O Que Nunca Te Contaram Sobre A Morte De Elias